Ituano sofre derrota em casa após 4 meses

Postado em 08/06/2022
Aylon fez o gol num cabeceio certeiro

Após dezesseis dias as consequências do minuto 35 do 2º tempo na derrota de virada para o Operário em Ponta Grossa ainda ecoa no Ituano. São 4 jogos desde então com resultados ruins. Depois da derrota no norte do Paraná, empate em casa com o Náutico, derrota de virada para o Tombense em Muriaé. E na noite desta terça, derrota para a Ponte Preta por 2x1 no Novelli Júnior. “Não queria acreditar nisso. Mas com a somatória de jogos seguintes sem os jogadores mais experientes, abalou bastante os mais jovens. Sou obrigado a concordar. Cabe a nós a fazermos o trabalho para recuperarmos. Individualmente e em grupo. Não adianta neste momento querer criticar o A, B, C ou D. Temos que acreditar e continuar trabalhando. Não adianta sonhar com contratações porque a janela vai demorar para abrir. Temos que retomar a confiança e voltar a vencer. Isto que precisamos. Nesta competição não se pode abalar com uma derrota como abalamos. E não pode ficar muito tempo sem vencer. Vai custar muito se abrir um fosso muito grande para o campeonato que pretendemos fazer” alertou o técnico Mazola na coletiva após o jogo. Com a derrota o Ituano fica pela primeira vez entre os 4 últimos na classificação da Série B. Nas próximas duas rodadas o Ituano jogará fora de casa. Neste sábado contra o Brusque em Santa Catarina e na próxima semana em Maceió contra o CRB. “Precisamos de postura de coragem. De enfrentar a situação de peito aberto. A única forma de ganhar confiança é ganhar o jogo. Não existe outra forma. Vamos fazer um trabalho para que a gente busque estes pontos fora de casa nestes dois jogos. Temos que ter outra atitude e outro posicionamento também. Vamos ter que mudar porque esta sequência está sendo muito dura para alguns” avisou o treinador.

Embora o Ituano tenha começado no ataque, com Chrigor assustando em bom cabeceio após cruzamento de Kaio, foi a Ponte Preta que foi eficiente. Lucca abriu o placar aos 10 cobrando pênalti e ampliou aos 24 após defesa difícil de Pegorari aproveitando o rebote. O Ituano diminuiu logo depois com Aylon que voltou de lesão. Roberto cobrou escanteio com precisão para o cabeceio certeiro de Aylon que marcou seu terceiro gol na competição. O time teve chance de empatar antes do intervalo. Com João Victor que bateu da entrada da área e outra finalização de Chrigor. O Ituano continuou buscando o empate na segunda etapa. Foram mais três boas oportunidades. Uma com Aylon e duas com Chrigor que chegou a fazer o gol. Mas o assistente invalidou o lance por impedimento. O Ituano perdeu o jogo no Novelli após 4 meses. A única em casa tinha sido contra o Corinthians em 6 de fevereiro. “Nos outros jogos me irritei bastante por causa dos muitos erros nossos, de passes e falhas defensivas. Hoje após o segundo gol da Ponte Preta, o time reagiu de uma forma muito positiva. Ao contrário dos outros jogos. Esse é um sinal de alento. Numa situação dessa é difícil você falar o que está faltando. Até para não individualizar qualquer tipo de situação. Até porque o maior responsável por tudo que está acontecendo sou eu. Vamos repensar algumas situações. Vamos continuar com o diálogo com a diretoria muito importante, profissional e sério com a diretoria. E vamos estudar uma maneira de reverter este momento o mais rapidamente possível. Este campeonato o clube não pode ficar muito tempo lá embaixo, se demorar muito tempo para reagir a escada vai ficar maior. Agora temos dois jogos fora e nosso campeonato fora está sendo pífio. Nós vamos ter que reagir já. Nestes dois jogos fora. Temos que pontuar nestes dois jogos. Porque do contrário, vamos entrar numa situação que depois vai nos custar muito mais para sair dela” comentou Mazola.

Além da derrota, o técnico Mazola Júnior ainda perdeu mais dois atletas por lesão na partida. O lateral Roberto que fez assistência para o gol. E o atacante Gabriel Barros que entrou aos 22 da segunda etapa e saiu aos 30 lesionado. “Nós enfrentamos algumas situações de contusão que nos deixa preocupados. Hoje tivemos mais uma. O Gabriel entrou e logo teve que sair. São lesões traumáticas. Isto tem nos prejudicados também. Temos um grupo muito restrito. São 24 atletas de linha, contando com os garotos. Quando a gente enfrenta uma fase dessa, o grupo sente. Quando acontece o que houve lá em Ponta Grossa achei que não fosse abalar tanto. Mas, hoje confesso que abalou sim. Abalou a confiança. Muitos garotos. Outros mais experientes ficaram fora em alguns jogos, infelizmente. Só o resultado positivo trará a confiança de volta. Não existe um remédio que chama confiança. Estamos trabalhando intensamente para voltarmos a vencer o mais rapidamente possível” explicou o treinador que está completando um ano no Ituano. Com a personalidade de liderança e conhecendo o clube desde 2009 quando trabalhou pela primeira vez, assume a responsabilidade. “Eu sou o treinador do Ituano. Este é um clube que me dá toda a liberdade para trabalhar. Aqui não tem nenhum jogador que tive que engolir goela abaixo. Como acontecer em outros clubes. A diretoria me dá toda a liberdade e apoio para trabalhar. E quando isto acontece penso que na vitória e nas conquistas, o mérito é do grupo. Mas no momento como esse quem tem que assumir toda a responsabilidade sou eu. Sou o responsável por toda esta situação. Sempre valorizo o grupo. Mas quando as coisas não estão bem eu tenho que vir aqui, dá satisfação para o meu torcedor. A responsabilidade é minha”. E encerrou com um ensinamento que aprendeu. “Meu falecido pai, seu Zuza me falou uma coisa que nunca esqueci. O bom boxer é o que sabe apanhar mais. Não o que bate mais”                       

Acaz Fellegger

Jornalista Mtb 19.426 SP

Fernando Roberto

Fotografia

8/junho

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