O Ituano está em ascensão

Postado em 10/11/2022
Harmonia e integração dos jogadores com torcedores

Desde a temporada de 2019, o Ituano tem demonstrado evolução ano após ano. Depois de disputar quatro Brasileiros Série D durante a década passada, chegando próximo ao acesso duas vezes, o clube finalmente conseguiu subir para a Série C sob o comando do técnico Vinicius Bergantin. Em 2020, ano da pandemia e do retorno à Série C, o Ituano foi bem na 1ª fase e se classificou para a fase final, brigando pelo acesso até a última rodada. No ano passado, sob o comando do Mazola Júnior, o Ituano conseguiu o acesso na última rodada e ainda disputou o título de campeão, trazendo a segunda partida da final para o Novelli Júnior. Com 55% de aproveitamento, foi campeão na Série C. Nesta temporada, o Ituano além de se classificar para as 4ª de final do Paulista, terminou na 5ª posição, melhor colocação desde o título Paulista de 2014, ainda conquistou o Troféu do Interior e a vaga para a Copa do Brasil do próximo ano. Com um elenco experiente e motivado pela boa campanha do Paulista, fez uma campanha irregular no 1º turno, mas se reencontrou para o 2º turno já sob o comando do técnico Carlos Pimentel. Com 64% de aproveitamento, foi campeão do returno, conquistando 11 vitórias em 19 rodadas. Chegou na última rodada brigando pelo acesso. “A sensação de trabalho nestes quase 4 meses é de muito orgulho e respeito por estes atletas. E de uma gratidão que vai durar para sempre. Fui um privilegiado de poder ter `debutado´ na profissão com estes atletas e que nunca se furtaram de aceitar e abraçar a causa. E fizemos uma campanha histórica no Ituano. O que foi feito aqui é muito grande. E serve de alicerce para 2023” comentou Carlos Pimentel.

A campanha da Série B deste ano é a mais vitoriosa do Ituano em 19 participações de Campeonatos Brasileiros nas três divisões. Foram 15 vitórias do Ituano em 38 rodadas, um recorde. O ataque marcou 42 gols, sendo o terceiro mais positivo das 19 participações. Jogando no Novelli Júnior o Ituano quebrou a invencibilidade do Bahia, venceu o Sport Recife por 4x1, e buscou o empate contra os grandes Grêmio e Cruzeiro. Foram 10 vitórias dos 19 jogos em casa. Sendo 8 vitórias só no 2º turno. A campanha de 37 pontos e 64% de aproveitamento no returno, deu a condição do time chegar na última rodada brigando pelo acesso contra o Vasco que jogou pelo empate. Mesmo com uma expulsão aos 4 minuto de jogos e 1x0 desfavorável no placar, o Ituano equilibrou as ações e esteve mais próximo do empate do que de levar o segundo gol. “Foi um jogo que saímos com 64% de posse de bola. Com um jogador a menos, ultrapassar os 430 passes com eficácia de 83%, mostra a grandeza dos nossos jogadores. Eu falei para eles no vestiário que o choro da derrota, é proporcional porque lá dentro de campo, eles sentiram que foram melhores. E que era possível vencer. Isso dói mais. Ninguém pode apagar o que eles fizeram. A justiça no futebol não é tão simples e o jogo tem sua própria história. Desempenho e resultado às vezes andam juntos. Mas não necessariamente. Não tenho nenhuma dúvida, o desempenho do Ituano foi melhor que o do Vasco. Respeitando a grandeza do Vasco e os profissionais que lá estão. Principalmente o Jorginho que tenho muito respeito” explicou Carlos Pimentel.

O crescimento do Ituano desde 2019 também ficou evidenciado nesta temporada nas arquibancadas. Se na temporada do acesso para a Série C, a média de público foi de 1.298 torcedores, no ano passado depois da pandemia a média com o título da Série C foi de 2.823. Nesta Série B subiu para 2.955 torcedores, atingindo o ápice neste jogo com o Vasco com mais de 14 mil torcedores. Um público que não era atingido há 9 anos. Com boas participações do Ituano no Paulista e com os dois acessos no Brasileiro, o público de Itu e região está retornando ao Novelli Júnior. A ascensão do clube em todos os setores está sendo testemunhada pelo Carlos Pimentel que trabalhou em 2009 e retornou ao clube justamente no início desta nova fase. “Quando eu voltei do Japão e fui contratado para janeiro de 2019, o Ituano vivia um outro mundo. Tinha disputado a Copa Paulista e não tinha calendário nacional. De todas as dificuldades que o clube tem para tornar o projeto viável e dependendo do esforço financeiro. Fiz parte aqui em diversas funções. De preparador físico e auxiliar técnico e agora treinador. É uma evolução também dentro da instituição. Por mais que você se prepare, você não tem controle. Não sabe se vai acontecer, ou quando vai acontecer. Eu tive a oportunidade nas funções técnicas porque fui preparador físico durante 25 anos. Quando você tem a convicção, e o respaldo das pessoas que estão na gestão, é uma troca maravilhosa. Eu tinha me preparado para dizer ao final do jogo que hoje tinha sido escrito o capítulo mais bonito da história. Eu não me preparei para isso, de não subir. Eu acreditei muito nesse acesso. Daqui para a frente vamos potencializar o que fizemos de bom. Reajustar a rota no GPS, porque temos que tirar proveito e aprendizado daquilo que poderia ser melhor. O Ituano é muito sensível a isso. Vamos continuar minimizando erros. Vamos somar forças, já temos um alicerce que fica. E que a gente reforce para sermos tão competitivos como fomos nesta temporada” finalizou.

Acaz Fellegger

Jornalista Mtb 19.426 SP

Miguel Schincariol

Fotografia

10/novembro

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